performance

Talitha iniciou sua trajetória nas artes grafitando uma personagem anônima pelas ruas. Era uma boneca sem olhos, fetichista e em forma de croqui. Logo passou a emprestar o seu próprio corpo para a personagem, e a encarná-la pessoalmente estabelecendo conexões possíveis entre o corpo visível e suas forças invisíveis registrando em performance (fotografias e vídeos) autocríticas a sua geração. Talitha Rossi expressa com sua poética singular, uma filosofia ecofeminista do corpo feminino na sociedade contemporânea ao criticar a relação do ser humano com a exploração da natureza, que para a artista, caminha ao lado da exploração do trabalho de dominação dos corpos e das emoções das mulheres; uma raiz comum entre as causas da destruição do meio ambiente e a degradação da mulher. A artista acredita que a luta pelos direitos das mulheres está relacionada com as reinvindicações por um mundo mais sustentável. Em suas performances, a artista retrata o descaso com a grande Mãe natureza e (auto)critica sua geração de filhas da internet.

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